O fascínio dos computadores

 

Home

 

 Página seguinte

 

 
Nos séculos 19 e 20 fizeram-se grandes invenções, mas estas não podiam ter evoluído ao nível a que estão hoje sem o contributo directo do computador ou de tecnologia associada ao computador.

O computador nasceu da necessidade imperiosa de se fazerem cálculos a alta velocidade, e de se processarem enormes quantidades de dados, para além do uso dos dedos, de pedras, de riscos, de contas à mão com lápis e papel, e outros truques, coisas que se vinham fazendo desde há milhares de anos.

O ábaco é considerado a primeira máquina de calcular, tendo aparecido (Babilónia, China...) milhares de anos antes de Cristo.

Depois veio gente (Kepler, Pascal em 1642 com a sua calculadora Pascalinne, Babbage, Schickhard) que inventou calculadoras mecânicas, e outros a partir de 1940 (Hollerith, Zuse ...) que fizeram os primeiros computadores não electrónicos, como o Eniac, baseados em relés. (Nota: Já em 1638  se tinha inventado a régua de cálculo, um instrumento baseado no uso de logaritmos, e que sobreviveu centenas de anos tendo sido utilizada por estudantes universitários e profissionais até ao aparecimento das calculadoras electrónicas portáteis, por volta da década de 1970)

Alan Turing, um matemático, ajudou  a criar um desses computadores na Inglaterra na década de 1940, utilizado para decifrar as mensagens codificadas alemães durante a Segunda Grande Guerra, e criou em 1950 um teste de “inteligência artificial”.

Então encontramos homens (Mauchy, Eckert, Aiken, Wilkes, von Newman) criando a primeira geração de computadores electrónicos, (1946-1954), como o Univac I, baseados em tubos electrónicos (ou válvula electrónicas), seguidos de empresas (DEC, IBM...) lançando a secunda geração de computadores (1954-1963) em que os transístores substituíram os tubos electrónicos.
  


Detalhe do cursor da régua de cálculo
Foto Wikipedia

 


A Pascalline (Pascalina)
 Foto Wikipedia

     

Ábaco
O ábaco
(Foto Microsoft, domínio público)

 

Componentes electrónicos

 
A invenção do transístor levou ao aparecimento dos Circuitos Integrados de Média Escala (MSI = Medium Scale Integration chips) e aos microprocessadores, os quais deram origem à terceira geração de computadores (1964-1972) e, desde então, tornaram-se indispensáveis nos computadores. Os primeiros microprocessadores de uso industrial, como o 4004, o 4040, o 8008, foram fabricados pela Intel, mas o primeiro microprocessador dedicado a computadores foi o Motorola 6800 e, pouco depois, surgiram outros de igual capacidade, como o Mos 6502, usado no Apple, o Intel 8080 usado no PC, e o Zilog Z80 usado no Spectrum.

Obtemos um circuito integrado quando no mesmo invólucro "integramos" (juntamos), vários transístores, isolados ou interligados, o que muito reduz o espaço ocupado numa placa (pc board) e aumenta a eficiência electrónica. Nos computadores, os circuitos integrados usados nas memórias têm milhares de transístores incorporados.

Se num mesmo pacote integrarmos centenas, milhares, ou milhões de transístores de modo a que ele possa actuar como uma unidade central "lógica" controlando outros circuitos integrados, temos então um microprocessador, no qual geralmente estão incorporados certos tipos de programas, que lhe dão muita flexibilidade. A enorme quantidade de transístores existentes nos microprocessadores, fazem que com que eles aqueçam muito durante o seu funcionamento e, por isso, precisam de um sistema de arrefecimento apropriado.

Circuitos Integrados (IC)
Foto do circuito integrado: Acesso livre, de http://www.electronetwork.org/education/ic/

A quarta geração de computadores (1973-1984) apareceu com os Circuitos Integrados de Larga escala (LSI = Large Scale Integration chips).

Até ao meio da década de 1970, somente as organizações militares, as universidades, e empresas privadas muito grandes como as seguradoras, tinham meios financeiros e os conhecimentos técnicos para adquirirem e usarem computadores, do tipo "main-frames" e "mini-frames", que usavam cartões perfurados como meio de programação e, como memória, gravadores de fita de 1 polegada (cerca de 2,54cm) de largura, como o gravador, à esquerda, na figura seguinte, de um computador mini-frame da geração de 1970.

Computador 1965
Um computador de cartões perfurados e gravador de fita (cerca de 1970)
Foto UNISA

O Apple II (1977) e o IBM Pc Xt (1981) foram dos primeiros micro-computadores pessoais, de alto rendimento, ao alcance do público em geral com menos posses e com menos cultura informática e, mais ou menos nesta altura, surgiram computadores pessoais mais modestos, como o famoso Sinclair ZX81, o Spectrum, o Atari, o Amiga, o Comodore C64, etc. O Commodore Pet (1977) teve, no entanto, o mérito de ser o primeiro computador integrado de acesso público mas, na realidade, era mais dirigido a empresas. Antes do Xt, a IBM lançou outros micro-computadores, e o IBM PC Portátil também era um computador integrado, com um monitor de 5 polegadas. Ver site http://oldcomputers.net/index.html

Os 3 primeiros computadores para uso público
Foto Commodore Pet: http://en.wikipedia.org/wiki/Commodore_PET

 
A quinta geração de computadores
(1985 ...) baseou-se nos microprocessadores com muito grande integração (VLSI = Very Large Scale Integration ) e nos computadores de multimédia.

Uma enorme quantidade de equipamento usa microprocessadores: aviões, carros, navios, sistemas de telefone fixo e móvel, relógios, TVs e gravadores de vídeo, câmaras, robôs de todos os tipos e para todos os fins, calculadoras, brinquedos, electrodomésticos, aparelhos médicos, aparelhos espaciais... Hoje em dia, eles controlam todos os aspectos da vida humana, profissional ou pessoal, séria ou de lazer, dos pátios de brincadeiras de crianças aos campos de batalha.
  

 Belo ou feio?
Gravura de autor desconhecido

Os computadores são inteligentes?

Ao contrário do que muita gente pensa, os computadores não são inteligentes, pois não podem ir além das limitações impostas pelos fabricantes do equipamento (hardware) e dos programas (software) neles instalados, e nem sequer sabem se eles são bons ou maus.

Eles não têm qualquer criatividade ou capacidade de livre arbítrio: eles só conseguem seguir linhas de código (algoritmos) sob o comando dos dedos do utilizador do computador que utiliza os recursos do programa. Eles não podem apreciar, julgar, ou tomar uma decisão por si mesmos, apesar de todos os esforços feitos para lhes dar uma utópica "inteligência artificial".

Quando, por exemplo, um computador produz uma imagem digital, está a fazê-lo estritamente seguindo instruções do programa que o controla. O computador não sabe o que está a fazer, nem interpreta aquela imagem como bela ou feia.

 
Há inteligência artificial?

O termo inteligência artificial é um slogan publicitário inventado pelos fabricantes de material informático. Já se falava de tal quando apareceram os computadores de quarta geração: "A próxima geração de computadores terá inteligência artificial". No entanto a quinta geração surgiu e... nada de inteligência artificial.
Também, frequentemente, aparecem notícias sensacionais de computadores que aprendem por eles mesmos, e de computadores em que se incluíram componentes orgânicos nos circuitos lógicos, mas tudo não passa de experiências laboratoriais, sem qualquer consequência prática.

Há uma diferença mínima entre o ADN de um chimpanzé e o do homem, mas as diferenças entre os seus graus de inteligência são bem visíveis e, apesar das inúmeras tentativas, ao longo de décadas, de logicamente aproximar aquele símio do Homo Sapiens Sapiens, e dos detalhados estudos feitos da estrutura dos dois cérebros, não foi possível melhorar as suas capacidades naturais de raciocínio (Há casos pontuais de símios que, penosamente treinados e tratados, adquiriram uma melhor lógica, em campos muito específicos, comparados com os seus irmãos da selva).

 

 


O famoso cão robô "Aibo" da Sony dito "inteligente". (fabrico descontinuado)
(http://support.sony-europe.com/)

Se fosse fácil criar inteligência artificial então seria muito mais fácil corrigir as anomalias de pessoas mentalmente deficientes, embora certas doenças possam ser atenuadas com recurso a aparelhos electrónicos, para além dos tratamentos físicos e químicos. Recorrendo à engenharia genética não é impossível criar novos subgrupos de animais dentro de uma espécie, com um certo grau de inteligência. Impossível é criar computadores inteligentes ou seja, não é possível enxertar inteligência em matéria morta, como o é um computador.

Poderão os computadores um dia dominar-nos?

Em livros e filmes de ficção científica, os computadores tornam-se suficientemente espertos para se voltarem contra nós, mas até agora ninguém criou tal máquina, nem irá criar no futuro.

Os computadores apenas são trabalhadores muito rápidos que podem digerir, memorizar, e armazenar, grandes quantidades de dados e de informação mas, como se disse, eles não sabem o que fazem e assim será no futuro, pois é impossível dar-lhes inteligência comparável à humana, e a habilidade para sentirem emoções.

O computador nasceu "burro" (sem ofensa para esses simpáticos e inteligentes animais) e assim irá morrer.

Os ingleses dizem "A computer is only as good as the program it runs on", isto é, um computador é tão bom quão bom é o programa que nele está. Esta é a verdade, e os programas, por muitos graus de liberdade que dêem ao computador, têm-no espartilhado entre algoritmos de onde não tem capacidade para sair.

Quando se pede a um computador, por exemplo, para gerar números aleatórios ele é capaz de o fazer? Não. Ele gera números pseudo-aleatórios seguindo, rigorosamente, linhas de código, imutáveis, do programa, em que são injectados parâmetros variáveis, chamados "seed" (semente), como sejam os tirados do relógio interno, que mudam ao longo do tempo.

O computador IBM Deep Blue, que venceu vários jogadores de xadrez incluindo Kasparov (1997), atingiu esse feito por ser inteligente? Não. Apenas, seguindo rigorosamente instruções do programa dentro dele, calculou a uma velocidade vertiginosa todas as opções dos adversários e jogou de uma maneira pseudo-inteligente (Inteligentes são os criadores dos programas dentro do Deep Blue, que já tem um sucessor mais poderoso, também da IBM). Uma boa imagem deste duelo pode ser vista em:
 http://www.thetech.org/robotics/universal/breakout_p11_ibm.html  ou em,     http://en.wikipedia.org/wiki/Artificial_intelligence

Como seria, pois, possível dar inteligência à matéria morta, como o é um computador?

Com boa electrónica, com bons programas e em boas mãos, os computadores mudaram, e vão mudando, o mundo:

Apesar de não serem inteligentes, eles melhoraram, substituíram, ou complementaram velhos métodos de executar tarefas como previsões do tempo, escrita de documentos, contabilidade, desenho artístico e técnico, filmes, controlo da Bolsa, fabrico dos mais diversos produtos, telescópios, etc

Sem computadores não teríamos, alta produtividade nas linhas de montagem de carros e aviões, viagem espacial, TAC (Tomografia Axial Computadorizada), ecografia, etc.

Sem computadores, nada disto existiria
Fotos de fonte desconhecida

Os computadores podem entreter e educar em casa, e em qualquer parte do mundo recorrendo, por exemplo, à Internet sem fios.

Este vício...
Gravura de origem desconhecida

 
O lado sombrio dos computadores.

«»Eles facilitam e criam novas formas de crime e são usados para desenvolver estratégias de guerra e de maquinaria bélica.

«»Eles podem enviar pessoas para o desemprego ou porque elas têm pouca aptidão informática, ou porque um computador pode fazer o trabalho de muitos trabalhadores mas, geralmente, os trabalhos destruídos são compensados com a criação de outros empregos como o de programadores de computador, desenvolvimento de hardware, montagem e/ou venda de material informático, etc.

«»Tanto os adultos como as crianças podem ficar viciadas em equipamento computadorizado (jogos, Internet...).

 
O que nos reserva o futuro?

Vivemos na era da quinta geração de computadores, e eles continuarão a evoluir a alta velocidade. Terão maior poder de processamento de dados, melhor comunicação móvel, melhor capacidade de multimédia, de reconhecimento de voz e de fala, de reconhecimento de outras características corporais, e teremos uma nova geração de (aparentemente) robôs inteligentes.

Nós, computadores, TV e outra aparelhagem seremos mais interdependentes.

O computador e a Internet:

A Internet é uma enciclopédia viva, com um lado bom e um lado mau.
Mas sem computadores não há Internet! Ver tópico "Internet", no Menu

Ver história dos computadores em: http://www.vas-y.com/dicas/historia/

(Fim da página uma, de duas, sobre computadores)

 

 Home

 Topo

 Página seguinte

Act. 0312091126