Tarzan
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O Homem-macaco

Não, não vou falar de Tarzan, o homem-macaco mais conhecido do mundo, mas de um outro "macacóide", nós, Homo Sapiens Sapiens, como gostamos de ser tratados.

 O Big Bang

Nota: Em português a palavra "história" refere-se tanto à história séria como a histórias de fantasia.
Os brasileiros chamam à primeira, "história", e às segundas, "estórias". Os ingleses  também têm "history" e "story"


Para os criacionistas, de Génese 1:26:
No 6º dia " Deus criou os animais domésticos, feras... e criou o Homem (Adão) e a Mulher (Eva) à sua imagem... ", e de Génese 2:7: "Deus formou o homem do pó da terra, soprou-lhe nas narinas o sopro da vida e o homem se tornou ser vivo. Depois, não encontrando entre os animais existentes uma auxiliar para ele, fê-lo cair num sono profundo, tirou-lhe uma costela e dela fez a mulher".

 
Desde tempos muito remotos que não gostamos de não saber explicar tudo aquilo que vemos, e daí que os nossos antepassados tenham recorrido ao sobrenatural quando o conhecimento natural falhava, criando as mitologias e as religiões "pagãs" muito primitivas.

Hoje temos, por um lado, as grandes religiões clássicas que dizem que Deus criou o mundo e, por outro lado, os cientistas que recorrem a teorias muito complicadas para tentarem explicar como é que, a partir de certo instante, o mundo apareceu. Assim, alguns deles, falam do Big-Bang (Grande estoiro).
Os cientistas que inventaram esta "estória" (nem todos os cientistas aceitam esta teoria) dizem que, há iões de anos, o universo era do tamanho de, talvez, uma ervilha.

O que havia lá dentro, ninguém sabe mas, continuam eles, a páginas tantas, a ervilha explodiu em pedaços, (lixo cósmico), que voaram por todos os lados.
De onde veio este enorme espaço para onde tudo se espalhou, não se sabe explicar, porque ele não devia de existir, já que tudo era uma ervilhinha...

Então, a certa altura, surgiu a vida.
E aqui aparece outra grande dor de cabeça, porque as pessoas religiosas (incluindo cientistas) dizem que Deus criou a vida com o aspecto tal qual a encontramos hoje, enquanto que outras pessoas (também incluindo cientistas) dizem que alguns elementos simples orgânicos e outros factores, como energia e água, do tal lixo cósmico, juntaram-se aqui na Terra e fizeram uma "sopa orgânica", e aí apareceu a vida unicelular, isto é, com um corpo constituído por uma única célula como, por exemplo, a amiba o é.

Depois, ao longo de incontáveis milhões de anos estes bicharocos unicelulares originais evoluíram e geraram todos os seres vivos (plantas e animais) que vivem na água, na terra e no ar.
Nota: Há seres vivos que ainda hoje não se sabe ao certo se são animais ou plantas por terem características comuns aos dois grupos e lhes faltarem outras características que positivamente os identifiquem.

Os cientistas que acreditam na evolução baseiam-se em teorias de investigadores como Darwin, que é a mais popular referência quando se fala da Teoria da Evolução, que sugere que o homem moderno e outros animais têm um parente remoto comum.
Darwin não foi o criador desta ideia, mas sugeriu algo novo a que chamou de "selecção natural", segundo a qual os seres mais geneticamente aptos sobreviviam, e as linhagens eram mais ou menos mantidas através do acasalamento dentro da mesma espécie.

Antes dele, outros cientistas tiveram uma ideia parecida. Por exemplo, em 1800, Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet, Chevalier de Lamarck (1744 - 1829), um major e naturalista, avançou com uma ideia de evolução baseado numa árvore de elos animais que idealizou. Foi severamente criticado tanto por alguns cientistas como pela comunidade religiosa (criacionistas) e social, e acabou por falecer já cego, amargurado, e na miséria.
Segue-se uma gravura que traça, resumidamente, a proposta evolução animal até ao homem moderno, em que MA =milhões de anos.
 

Resumo da gravura ==>

De baixo para cima: Da sopa orgânica apareceu a vida unicelular. Esta, como se fosse uma árvore com muitos milhares de ramos deu plantas e outros animais primitivos. De entre estes, os que nos interessam por levarem ao homem moderno, são os mamíferos placentários primitivos. A "ratazana" Purgatorius é o fóssil mais antigo conhecido dos mamíferos. Este, evoluiu e, a páginas tantas, deu os primatas do tipo dos macacos, dos símios, etc, e os primatas humanóides, como os Australopithecus, o Homo habilis, o Homo erectus , o Homo sapiens, e o Homo sapiens sapiens.

Evolution

Os nossos primos

O australopithecus afarensis é considerado aquele que mais  se aproxima do homem.

Não é verdade que os homens descendem dos macacos.

Uns , e outros, são parentes colaterais, não em linha, isto é, vieram de ramos diferentes da evolução dos mamíferos.

Não devemos acreditar cegamente em frases como "temos uma mãe comum", nascida em África.

"Macacos" e nós 

 

 (Pongídeos é um termo, pouco usado, aplicado às 5 espécies  - duas são chimpanzés - sobreviventes dos símios)

O encaixe da coluna vertebral na cabeça,
e do fémur no pélvis, é diferente no homem e nos outros animais

Encaixe de ossos

 
A Criança Taung e a "Mãe" Lucy

Muitos leigos e cientistas contribuiram para se ter uma melhor ideia sobre uma possível evolução que chegou ao homem moderno. Duas das descobertas fundamentais foi a Criança de Taung, um crânio fossilizado descoberto na África do Sul de um Australopithecus africanus, e que imortalizou o Dr. Raymond Dart, e a Lucy, um esqueleto descoberto na Etiópia de um Australopithecus afarensis, ambos datando de há milhões de anos.

Símios e macacos
Não devemos confundir símios, ou pongídeos, (apes, em inglês) abrangendo os orangotangos, as duas espécies de chimpanzés, os gorilas e os gibões, com macacos (monkeys, em inglês). São dois grupos distintos de primatas. Fósseis indicam que os macacos, do Novo Mundo (América Central e do Sul) e do Velho Mundo (África e Asia), apareceram na escala de evolução muito antes dos símios e humanos, e divergiram destes.

Uma das características que diferenciam os símios dos macacos, é que os símios não têm cauda, ao contrário dos macacos que a têm, com a excepção do macaco de Berberie (ou Berberia), um macaco oriundo do Norte de África, a que os ingleses chamam Barbary-ape e Barbary Macaque, (para os Espanhóis é o Mono Bereber, ou Mono de Berberia ou Magot, etc), que vive em Gibraltar e no nordeste de África. Este macaco é, cientificamente, um "Macaca sylvanus".

Segundo uma lenda, Gibraltar estará sob domino Britânico enquanto lá viverem estes macacos. Por isso, quando quase foram dizimados durante a Segunda Guerra Mundial, os Ingleses apressaram-se a importá-los do Norte de África e a repovoar Gibraltar com eles.

O homem moderno (também chamado
Homem neantrópico) continua, física e mentalmente, a alterar-se rumo ao "Homo Futurus". Por exemplo, os seus maxilares estão a encolher, a um ritmo diferente da dos dentes. Se esta evolução der para o torto, poderá ser provavelmente alterada por engenharia genética.

HOMEM = 3º Chimpanzé?

As análises de ADN (DNA em inglês) indicam que há um parentesco forte entre o chimpanzé e o homem (com um ADN de 98 a 99% comum, embora os chimpanzés tenham 48 cromossomas e os humanos apenas 46) e por isso graceja-se e diz-se que o homem é a terceira espécie do chimpanzé, já que há o chimpanzé comum, ou Pan troglodytes, no oeste e África Central, e o Bonobo ou chimpanzé pigmeu ou Pan paniscus, encontrado nas florestas da República Democrática do Congo
Nota: ADN = Ácido desoxirribonucleico

 Australopithecus

 
Onde estás, Homo sapiens neanderthalensis?
De entre os Homo xxx que desapareceram, um dos mistérios que continua a intrigar a comunidade científica é saber o que sucedeu ao Homem Neandertal.

Parte de um crânio deste homem primitivo, um sapiens, foi encontrado em 1857 numa gruta no Vale Neander, na Alemanha, (Anteriormente, idêntico achado, à altura não identificado, tinha sido feito em Gibraltar). Outros fósseis foram encontrados predominantemente no centro e no sul da Europa, mas também apareceram no Norte da África, e no Médio Oriente. Tinha uma orla orbital acentuada (zona das sobrancelhas), uma face larga, maxilares projectando para a frente, uma testa baixa e um volumoso nariz «à Charles de Gaulle», e um cérebro com cerca de 150cm3 a mais que o dos humanos modernos.

Conviveu com outros Homo erectus e descendentes, com os quais se teria misturado e cruzado já que teria uma constituição genética parecida, antes de se tornar misteriosamente extinto no fim da Idade do Gelo. Não teria uma fala tão evoluída como o Homo sapiens (há quem duvide que pudesse falar), e não se conhecem objectos artísticos que tenha produzido, contudo, prestava culto aos mortos os quais eram enterrados. Não se sabe se derivou do Homo erectus ou se era uma espécie paralela.

A Criança de Lapedo

Em 1998, o arqueólogo português João Zilhão encontrou uma criança fóssil (A Criança de Lapedo) de cerca de 4 ou 5 anos de idade à altura da morte, datado de cerca de 24 500 anos, no Lagar Velho 1, Vale do Lapedo, a uns 150 quilómetros ao norte de Lisboa, que se supõe ser um descendente de um cruzamento entre um Neandertal e uma outra espécie de Homo sapiens.

Admite-se que o Sapiens Sapiens no seu avanço pela Terra encontrou outros Homos xxx e contribuiu para o desaparecimento de vários, incluindo o Homem de Neandertal. Não é difícil aceitar esta teoria porque num passado relativamente recente houve vários exemplos de "limpeza étnica" em que sociedades humanas foram praticamente dizimadas por outras.

Act. 0805072307

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